sexta-feira, dezembro 24, 2004

AINDA O GUARDAR

Pequenos recortes da realidade
Pequenos instantes
A poesia guarda e traduz.
Os excessivamente profundos
De inexplicável existência
Por não caberem no verso
Abrigam-se na memória.
Transformam-se em pulso.
(Origináriamente dedicado a Antônio Cícero e a Leonardo Boff)
(Em dezembro de 2004, amorosamente dedicado à Loba e ao Linaldo)

Um comentário:

Nel Meirelles disse...

a poesia
é implacável amante
que exige sangue
para manter-se viva.

a poesia
é o que me deixa
vivo

bj