A VISITA
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Mais alguns passos, repentinamente, os ruídos da movimentada avenida desaparecem. Os arcos, o pátio florido, perfumado, o canto dos pássaros, fazem um convite ao recolhimento. O tempo para. Não estamos mais no calendário. E nem em tempo algum. Apenas em um espaço-lapso. É quando o corpo se eleva. A alma toma corpo. O coração silencia. Somos a própria prece. Em estado puro. Estado de Graça.
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No lento anoitecer, o toque de um sino e o aroma da sopa nos chamam de volta. É hora do jantar. À mesa antiga mostra-se concretamente a alegria de servir.
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Depois das despedidas levamos conosco as imagens do devotamento a Jesus, realizado no cuidado aos necessitados. Para o nosso cotidiano, a moção. A possibilidade. A certeza de que no olhar do irmão que sofre está o chamado do Amor.
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(Inspirado pelas Irmãzinhas da Imaculada Conceição e dedicado à Santa Paulina)
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