Oceanos e Desertos
Quinta-feira, Dezembro 31, 2009
Sexta-feira, Dezembro 25, 2009
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
Uma carta à Santa Teresa

Há quanto tempo não vens
minha amiga e conselheira
Sem teus ventos e sopros
sinto a alma migrar
para longe d’Ele e de mim
.
Me abandonas assim
Só
.
Permites que eu solte
o espírito desbaratado
corisque de um mote a outro
como cavalo desenfreado
.
Às apalpadelas
vivo o desatino
destino do desamparo
ou porões, minha morada
.
Peço que novamente me indiques
-há tempos dela me perdi-
os caminhos da paciência
.
Vem, sinto tua falta
traze teus sugestivos versos
tuas dores e contentamentos
tuas agonias e o enlevo
tua elegância
.
És sempre bem-vinda
mesmo quando tumultuas
-e quantas vezes o fizeste-
minha já tumultuada mente,
meu desgovernado coração
.
Vem e o segredo virá
-pois bem sinto mora em ti-
fazendo-se inspiração revelada
E, se não for muito o pedir,
ao vires traze
os ares e o canto das aves de Ávila
para que eu pressinta
-e apenas pressentir já é alívio-
o despertar da beleza
.
Sabendo que és puro desvelo
eu atenta discípula me quedo
com carinho espero
por teus sinais, até mais....
.
.
Beijos, carinho,

Segunda-feira, Outubro 05, 2009
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
Terça-feira, Junho 30, 2009
A VISITA
O brilho dos corredores, a luz filtrada pelas gelosias das amplas portas e dos janelões, por tudo atravessavam histórias e mais histórias. Acompanhávamos encantados a alegria serena. Passávamos pelas reformas para instalação da memória no sobe e desce de escadarias. Acolá o ponto onde tudo começou em resposta a um chamado do Pai. Mais vitrais magníficos, testemunhas de vidas consagradas ao amor. Ali eram atendidos os ex-escravos que chegavam famintos e doentes. Aqui os moradores de rua recebem alimento, medicação e conforto.
.
Mais alguns passos, repentinamente, os ruídos da movimentada avenida desaparecem. Os arcos, o pátio florido, perfumado, o canto dos pássaros, fazem um convite ao recolhimento. O tempo para. Não estamos mais no calendário. E nem em tempo algum. Apenas em um espaço-lapso. É quando o corpo se eleva. A alma toma corpo. O coração silencia. Somos a própria prece. Em estado puro. Estado de Graça.
.
No lento anoitecer, o toque de um sino e o aroma da sopa nos chamam de volta. É hora do jantar. À mesa antiga mostra-se concretamente a alegria de servir.
.
Depois das despedidas levamos conosco as imagens do devotamento a Jesus, realizado no cuidado aos necessitados. Para o nosso cotidiano, a moção. A possibilidade. A certeza de que no olhar do irmão que sofre está o chamado do Amor.
..
(Inspirado pelas Irmãzinhas da Imaculada Conceição e dedicado à Santa Paulina)
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Mais alguns passos, repentinamente, os ruídos da movimentada avenida desaparecem. Os arcos, o pátio florido, perfumado, o canto dos pássaros, fazem um convite ao recolhimento. O tempo para. Não estamos mais no calendário. E nem em tempo algum. Apenas em um espaço-lapso. É quando o corpo se eleva. A alma toma corpo. O coração silencia. Somos a própria prece. Em estado puro. Estado de Graça.
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No lento anoitecer, o toque de um sino e o aroma da sopa nos chamam de volta. É hora do jantar. À mesa antiga mostra-se concretamente a alegria de servir.
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Depois das despedidas levamos conosco as imagens do devotamento a Jesus, realizado no cuidado aos necessitados. Para o nosso cotidiano, a moção. A possibilidade. A certeza de que no olhar do irmão que sofre está o chamado do Amor.
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(Inspirado pelas Irmãzinhas da Imaculada Conceição e dedicado à Santa Paulina)
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