sexta-feira, abril 27, 2007

Nominal

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Meus olhos de sonhar revestem-se de fundas olheiras. Saldo das noites insones. Preciso delas. Preciso me manter acordada para mergulhar no drama. É no escuro da noite que ele se ilumina. Torna-se nítido. Escolho a trilha sonora, visto meu melhor traje, piso o palco. A realidade se agiganta enquanto desenvolvo a cena. Ela me invade e conforma. Outros seres - de naturezas diversas - se apresentam. Finalmente deixo de ser só. O pesadelo é meu companheiro.
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(dedicado a L)
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sábado, abril 21, 2007

renascimento

de longe não conseguia ouvir tua voz
apenas via teus olhos
que atravessavam o imenso vão
e sorriam, brincavam
e se faziam brisa
(esperançavam)
e se faziam fogo
(cingiam)
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palavras à mesa
calaram-nos
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a hora exigia
renascimento em ato
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sabíamos

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(hoje - ao amado)
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