hoje quero falar do jogo
não de palavras ou intentos
falo de luzes
em festa
do arrebentar de rojões
.
nada deixado ao acaso
em nosso contentamento
pressentimento tornado foco
cálice iluminado
pelo brilho da aventura
.
alma opaca não resiste
à caminhada feita em fogo
a corações juntos no abraço
ao ardor tornado canto
.
se é persistente a paixão
renova-se certeiro o verbo
em júbilo mantém-se aceso
o entusiasmo
redundante
lume
.
(dedicado a db, o melhor abraço daquela noite)
terça-feira, novembro 29, 2005
domingo, novembro 27, 2005
sábado, novembro 26, 2005
sexta-feira, novembro 25, 2005
quarta-feira, novembro 23, 2005
domingo, novembro 20, 2005
RESTOS
sexta-feira, novembro 18, 2005
A CAVERNA
Às escuras, acorrentados, avançar através do covil.
Decifrar o que dizem as sombras em movimento.
Na névoa, tocá-las.
Na mudez, perscrutá-las.
Na cegueira, descobrir seus anseios.
.
Longe na memória ainda há lembranças
Do que nos levou tão longe, mas
Não sabemos mais o porquê da cadência repetida,
Das infinitas voltas em círculos.
.
Ouvimos rumores de que poderia ser diferente.
Rumores prontamente desmentidos!
Nem do assassinato daquele pobre lunático se fala mais.
Lembra-se dele?
Aquele que jurava ter visto algo semelhante à luz?
Estivemos por enxergar.
.
Quase chegamos a ver o sol brilhando lá fora.
E quando estávamos prestes a aprender a ter esperança,
Já não havia mais o que esperar.
O assombro nos abocanhara.
.
(um texto saído do baú - agosto de 2004)
Decifrar o que dizem as sombras em movimento.
Na névoa, tocá-las.
Na mudez, perscrutá-las.
Na cegueira, descobrir seus anseios.
.
Longe na memória ainda há lembranças
Do que nos levou tão longe, mas
Não sabemos mais o porquê da cadência repetida,
Das infinitas voltas em círculos.
.
Ouvimos rumores de que poderia ser diferente.
Rumores prontamente desmentidos!
Nem do assassinato daquele pobre lunático se fala mais.
Lembra-se dele?
Aquele que jurava ter visto algo semelhante à luz?
Estivemos por enxergar.
.
Quase chegamos a ver o sol brilhando lá fora.
E quando estávamos prestes a aprender a ter esperança,
Já não havia mais o que esperar.
O assombro nos abocanhara.
.
(um texto saído do baú - agosto de 2004)
terça-feira, novembro 15, 2005
CENA RÁPIDA - O MONÓLOGO
- um dia...
estaremos já mudos no assombro
e seremos por ele engolidos
.
enquanto espero ser digerida
tranqüilamente
consumo a revista semanal
bebo toda a caixa de uísque
e fumo um charuto...
.
- corta!
.
(em exibição no cine-teatro república)
estaremos já mudos no assombro
e seremos por ele engolidos
.
enquanto espero ser digerida
tranqüilamente
consumo a revista semanal
bebo toda a caixa de uísque
e fumo um charuto...
.
- corta!
.
(em exibição no cine-teatro república)
sábado, novembro 12, 2005
FESTA PARA DOIS AMORES
minha filha,
teu olhar verde-azulado
leva-me a horizontes tantos
nem consigo definir
é carinho, é alegria
às vezes pergunta e até zanga
mas sempre luz para vida
matizando o futuro
nesse leve tom
azul-esperançado.
conserva-o...
é de Deus um dom.
é o que nos sustenta.
.
..//..
.
meu veinho,
sempre ocupado
em mil trabalhos
traquinagens de menino grande
da teoria à imagem à poesia
e eu no olhar
me inspiro
acompanho
a loucura da razão
lucidez refletida
nos sonhos produzidos:
vida
.
..//..
.
Dois aniversários e quem ganha sou eu...
meus dois presentes, meus dois amores...
agradeço a Deus pelo dom da vida com vocês.
____________________________
Novo blog no ar: http://maresrevoltos.zip.net/
À minha amiga Ádina desejo sucesso.
teu olhar verde-azulado
leva-me a horizontes tantos
nem consigo definir
é carinho, é alegria
às vezes pergunta e até zanga
mas sempre luz para vida
matizando o futuro
nesse leve tom
azul-esperançado.
conserva-o...
é de Deus um dom.
é o que nos sustenta.
.
..//..
.
meu veinho,
sempre ocupado
em mil trabalhos
traquinagens de menino grande
da teoria à imagem à poesia
e eu no olhar
me inspiro
acompanho
a loucura da razão
lucidez refletida
nos sonhos produzidos:
vida
.
..//..
.
Dois aniversários e quem ganha sou eu...
meus dois presentes, meus dois amores...
agradeço a Deus pelo dom da vida com vocês.
____________________________
Novo blog no ar: http://maresrevoltos.zip.net/
À minha amiga Ádina desejo sucesso.
terça-feira, novembro 08, 2005
lágrima
teus
olhos
vermelhos
falavam: eu morro
nesta solidão tormenta
e tanta gente à nossa volta
que eu em solidão calada
nem pude ao menos
dizer-te: por uma vez tenta
pedir. sairei de mim
prometo
serei o teu
socorro
!
olhos
vermelhos
falavam: eu morro
nesta solidão tormenta
e tanta gente à nossa volta
que eu em solidão calada
nem pude ao menos
dizer-te: por uma vez tenta
pedir. sairei de mim
prometo
serei o teu
socorro
!
sexta-feira, novembro 04, 2005
DOIS PERDIDOS - O DESFECHO
Continuação do post anterior
Ele contando:
Poderia ter inventado uma desculpa, mas não, caí de novo. Nem consegui descobrir o que ela quer comigo. Mulher maluca, desorientada. Canta, dança, dirige, tudo ao mesmo tempo. Tão destrambelhada que nem percebeu a minha investida. Mulher doida, ainda se perdeu várias vezes fazendo com que eu me perdesse também. A reunião começando e eu ainda à espera do elevador. Quando a porta se abriu me vi lá no fundo. O espelho mostrava meu desalinho, imperdoável para um executivo. Passei a mão pelos cabelos desgrenhados, sem sucesso. Em São Paulo, ninguém mais anda com os vidros abertos. Só ela. Aquela avoada.
Ao entrar na sala fui fuzilado pelo presidente do conselho.
Não era a primeira vez. E sempre por causa da oferta irresistível. Resolvi naquele instante. Carona com ela, nunca mais.
Sentei-me, abri meu laptop e dirigi a atenção para o relatório que estava sendo apresentado. Aos poucos aquela lengalenga foi me entorpecendo. Parecendo estar em transe, digitei o nome dela. Que susto! DOIS PERDIDOS! Um relato do que acabáramos de viver. Como ela consegue ser tão rápida? Ao meu riso alto, um psiu generalizado na sala. Ela falando de ternura e aquele “Você é meu GPS” piscando frente aos meus olhos...
- Você está na contra-mão de nossos trabalhos, disse o presidente.
Só então me dei conta. Voltei a ler o texto atentamente. Fechei o laptop com um golpe rápido. Levantei-me e saí quase correndo sem olhar para trás. Enquanto descia já fui arrancando a gravata ao mesmo tempo em que pegava o celular.
Digitei o número.
- Atende!
Caixa postal. Tentei de novo.
- Oi, fala!
- Acabei de ler o seu blog. Volta aqui para me pegar.
- O quê?
- Abaixa o volume do rádio, disse, ou melhor, gritei.
- Pronto. Estou ouvindo. Pode falar.
- Volta para me pegar.
- Agora? Estou enroscada numa rua chamada Tito... onde é isso? Para que lado...
- Mas o que você está fazendo na Lapa? Não deveria ir para a zona leste? Essa sua mania de só pensar em escrever!
- Me ajuda... como saio dessa?
E ela ainda ri.
- Fácil, é só você... deixa pra lá... vai começar tudo de novo... não saia daí, estou pegando um... Táxi!
Assim que embarquei... começaria tudo outra vez...
Só tive o trabalho de mudar o tempo do verbo.
A gravata? Joguei-a pela janela.
Eu assistindo:
Nunca mais cruzei com eles até que segunda-feira, passando pela Vila Madalena, encontrei-os. Estão casados, têm dois filhos - Eduardo & Mônica.
Abriram juntos uma editora especializada em poesia. Ele, com toda experiência em finanças, administração, marketing e ela, com a sensibilidade para revelar poetas, fizeram da empresa um sucesso. Todos os dias enchem a mala do carro com livros e saem vendendo de porta em porta.
Ela instalou um GPS no carro. E ele, sempre que se senta no banco do carona, apressa-se em desligar o aparelho e, claro, em sintonizar o rádio. Nesse dia não foi diferente. Logo que nos despedimos... amor meu grande amor, não chegue na hora marcada...
E lá se foram cantando... os pneus.
De longe ainda pude vê-lo gesticulando, braço para fora da janela, apontando para a direita, enquanto o carro virava à esquerda.
.
(Dedicado a Gonzaguinha, Legião Urbana e Ângela Ro Ro, a quem agradeço pela cessão da trilha sonora)
Ele contando:
Poderia ter inventado uma desculpa, mas não, caí de novo. Nem consegui descobrir o que ela quer comigo. Mulher maluca, desorientada. Canta, dança, dirige, tudo ao mesmo tempo. Tão destrambelhada que nem percebeu a minha investida. Mulher doida, ainda se perdeu várias vezes fazendo com que eu me perdesse também. A reunião começando e eu ainda à espera do elevador. Quando a porta se abriu me vi lá no fundo. O espelho mostrava meu desalinho, imperdoável para um executivo. Passei a mão pelos cabelos desgrenhados, sem sucesso. Em São Paulo, ninguém mais anda com os vidros abertos. Só ela. Aquela avoada.
Ao entrar na sala fui fuzilado pelo presidente do conselho.
Não era a primeira vez. E sempre por causa da oferta irresistível. Resolvi naquele instante. Carona com ela, nunca mais.
Sentei-me, abri meu laptop e dirigi a atenção para o relatório que estava sendo apresentado. Aos poucos aquela lengalenga foi me entorpecendo. Parecendo estar em transe, digitei o nome dela. Que susto! DOIS PERDIDOS! Um relato do que acabáramos de viver. Como ela consegue ser tão rápida? Ao meu riso alto, um psiu generalizado na sala. Ela falando de ternura e aquele “Você é meu GPS” piscando frente aos meus olhos...
- Você está na contra-mão de nossos trabalhos, disse o presidente.
Só então me dei conta. Voltei a ler o texto atentamente. Fechei o laptop com um golpe rápido. Levantei-me e saí quase correndo sem olhar para trás. Enquanto descia já fui arrancando a gravata ao mesmo tempo em que pegava o celular.
Digitei o número.
- Atende!
Caixa postal. Tentei de novo.
- Oi, fala!
- Acabei de ler o seu blog. Volta aqui para me pegar.
- O quê?
- Abaixa o volume do rádio, disse, ou melhor, gritei.
- Pronto. Estou ouvindo. Pode falar.
- Volta para me pegar.
- Agora? Estou enroscada numa rua chamada Tito... onde é isso? Para que lado...
- Mas o que você está fazendo na Lapa? Não deveria ir para a zona leste? Essa sua mania de só pensar em escrever!
- Me ajuda... como saio dessa?
E ela ainda ri.
- Fácil, é só você... deixa pra lá... vai começar tudo de novo... não saia daí, estou pegando um... Táxi!
Assim que embarquei... começaria tudo outra vez...
Só tive o trabalho de mudar o tempo do verbo.
A gravata? Joguei-a pela janela.
Eu assistindo:
Nunca mais cruzei com eles até que segunda-feira, passando pela Vila Madalena, encontrei-os. Estão casados, têm dois filhos - Eduardo & Mônica.
Abriram juntos uma editora especializada em poesia. Ele, com toda experiência em finanças, administração, marketing e ela, com a sensibilidade para revelar poetas, fizeram da empresa um sucesso. Todos os dias enchem a mala do carro com livros e saem vendendo de porta em porta.
Ela instalou um GPS no carro. E ele, sempre que se senta no banco do carona, apressa-se em desligar o aparelho e, claro, em sintonizar o rádio. Nesse dia não foi diferente. Logo que nos despedimos... amor meu grande amor, não chegue na hora marcada...
E lá se foram cantando... os pneus.
De longe ainda pude vê-lo gesticulando, braço para fora da janela, apontando para a direita, enquanto o carro virava à esquerda.
.
(Dedicado a Gonzaguinha, Legião Urbana e Ângela Ro Ro, a quem agradeço pela cessão da trilha sonora)
_._._._
.
Estou só contentamento.
Mais uma vez fui telescopiada por Nel Meirelles.
Nel, agradeço muito.
.
.
terça-feira, novembro 01, 2005
DOIS PERDIDOS
Nem sei se ele se lembra. Estávamos os dois a rodar pela cidade quando me perguntou:
- Para você o que sou?
Sem saber qual caminho tomar parei e o olhei de forma interrogativa.
- Para a esquerda ou direita?
- Por ali, não vê que estamos na contra-mão?
De repente um enorme caminhão... e eu... sanduíche de gente... apertei-me contra a guia enquanto ele me lançava um olhar divertido. Rezava para que não aparecesse um guarda. Seria obrigada a confessar que minha habilitação vencera há tempos. O celular disparado e eu enganchada entre uma moto e latas de lixo, sem poder atender.
Engatei a primeira e ele a me alertar:
- Está vermelho!
O celular parou. Aproveitei para acender um cigarro e esperei... ai que coisa boa, à meia luz, a sós, à toa...
No verde, segui.
- O que foi que você perguntou mesmo?
- Preste atenção. Deve entrar à direita na próxima esquina. Logo depois da curva, fique à esquerda.
No rádio, Rita Lee ainda fazia o fundo e eu cantarolando junto... você e eu somos um caso sério... antes de retomar a conversa.
- Fala, o que foi...
- Cuidado, está na faixa do ônibus... cada um na sua... uma quadra e... perdidos na cidade nua... passou, você passou!
Mais outra volta no quarteirão, naquele trânsito...
- Pode parar ali, perto da árvore. Chegamos.
Destravou o cinto de segurança e antes que eu puxasse o freio de mão já abria a porta
- Espera. O que me perguntou quando ainda estávamos na São João?
- Para você o que sou?
Tinha tanta ternura nos olhos que me perdi neles, não sabendo o que responder. Fechou a porta sem deixar de me olhar pela janela... empapuçados de amor... lançando um sorriso, endireitou o corpo e se apressou... ao som de um bolero... estava atrasado, claro.
Recuperando o fôlego gritei.
- Você é meu GPS!
Tarde demais. Buzinas encobriram a resposta. Estava parada na entrada de um prédio interrompendo a passagem. Ele, depois de contornar um buraco da calçada, olhou para trás, ainda sorrindo e acenou. Estava longe do alcance de minha voz. Não mais escutaria. Repeti, agora apenas sussurrando:
- Você é meu GPS, minha bússola.
Engatei a primeira. O pé escapou fazendo o motor engasgar. Na segunda tentativa consegui. Fui... mesmo não sabendo muito bem para que lado... você e eu somos uuuum caso sério... dose dupla...
- Para você o que sou?
Sem saber qual caminho tomar parei e o olhei de forma interrogativa.
- Para a esquerda ou direita?
- Por ali, não vê que estamos na contra-mão?
De repente um enorme caminhão... e eu... sanduíche de gente... apertei-me contra a guia enquanto ele me lançava um olhar divertido. Rezava para que não aparecesse um guarda. Seria obrigada a confessar que minha habilitação vencera há tempos. O celular disparado e eu enganchada entre uma moto e latas de lixo, sem poder atender.
Engatei a primeira e ele a me alertar:
- Está vermelho!
O celular parou. Aproveitei para acender um cigarro e esperei... ai que coisa boa, à meia luz, a sós, à toa...
No verde, segui.
- O que foi que você perguntou mesmo?
- Preste atenção. Deve entrar à direita na próxima esquina. Logo depois da curva, fique à esquerda.
No rádio, Rita Lee ainda fazia o fundo e eu cantarolando junto... você e eu somos um caso sério... antes de retomar a conversa.
- Fala, o que foi...
- Cuidado, está na faixa do ônibus... cada um na sua... uma quadra e... perdidos na cidade nua... passou, você passou!
Mais outra volta no quarteirão, naquele trânsito...
- Pode parar ali, perto da árvore. Chegamos.
Destravou o cinto de segurança e antes que eu puxasse o freio de mão já abria a porta
- Espera. O que me perguntou quando ainda estávamos na São João?
- Para você o que sou?
Tinha tanta ternura nos olhos que me perdi neles, não sabendo o que responder. Fechou a porta sem deixar de me olhar pela janela... empapuçados de amor... lançando um sorriso, endireitou o corpo e se apressou... ao som de um bolero... estava atrasado, claro.
Recuperando o fôlego gritei.
- Você é meu GPS!
Tarde demais. Buzinas encobriram a resposta. Estava parada na entrada de um prédio interrompendo a passagem. Ele, depois de contornar um buraco da calçada, olhou para trás, ainda sorrindo e acenou. Estava longe do alcance de minha voz. Não mais escutaria. Repeti, agora apenas sussurrando:
- Você é meu GPS, minha bússola.
Engatei a primeira. O pé escapou fazendo o motor engasgar. Na segunda tentativa consegui. Fui... mesmo não sabendo muito bem para que lado... você e eu somos uuuum caso sério... dose dupla...
_._._._
Inspirado em uma conversa com minha amiga Ádina, a quem dedico o post.
Os itálicos foram emprestados por Rita Lee e Roberto de Carvalho em Caso Sério.
.
domingo, outubro 23, 2005
REVOLTA
Só um santo dia
para a ablução
da dor em mente,
mas mentes
em mantras
intermináveis.
Seduzida por teu canto
eis-me aresta
a espera em rastro
arrasto.
Só um santo dia,
limpas do adultério,
as mãos...
.
mas não,
mentes!
.
para a ablução
da dor em mente,
mas mentes
em mantras
intermináveis.
Seduzida por teu canto
eis-me aresta
a espera em rastro
arrasto.
Só um santo dia,
limpas do adultério,
as mãos...
.
mas não,
mentes!
.
.
(Inspirado em Jeremias e dedicado ao Chico de quem roubei só um santo dia)
(Inspirado em Jeremias e dedicado ao Chico de quem roubei só um santo dia)
___________________________________________________________________
.
Escrevi este texto em resposta a um desafio do blog Loba, corpus et anima.
Lá foi publicado, tendo como título Yirmeyâhû, no dia 06/10/05.
Aqui rebatizado e levemente reformado...
.
sexta-feira, outubro 21, 2005
m a n t r a
v.e.n.t.a..l.e.v.e
l.e.v.a..a.l.e.n.t.o
l.e.v.a..l.e.v.e
v.e.n.t.a..l.e.v.a
l.e.v.e..a.l.e.n.t.o
.
v.e.n.t.a.l.e.n.t.o
v.e.m
!
.
(Dedicado à Dione, sábia amiga, a quem pergunto: a récita deste mantra me levará aos campos da poesia?)
.
sexta-feira, outubro 14, 2005
CORRESPONDÊNCIA DE AFETO
Querida,
.
Há quanto tempo não vens
minha amiga e conselheira
Sem teus ventos e sopros
sinto a alma migrar
para longe d’Ele e de mim
Me abandonas assim
Só
Permites que eu solte
o espírito desbaratado
corisque de um mote a outro
como cavalo desenfreado
Às apalpadelas
vivo o desatino
destino do desamparo
ou porões, minha morada
Peço que novamente me indiques
-há tempos dela me perdi-
os caminhos da paciência
Vem, sinto tua falta
traze teus sugestivos versos
tuas dores e contentamentos
tuas agonias e o enlevo
tua elegância
És sempre bem-vinda
mesmo quando tumultuas
-e quantas vezes o fizeste-
minha já tumultuada mente,
meu desgovernado coração
Vem e o segredo virá
-pois bem sinto mora em ti–
fazendo-se inspiração revelada
E, se não for muito o pedir,
ao vires traze
os ares e o canto das aves de Ávila
para que eu pressinta
–e apenas pressentir já é alívio–
o despertar da beleza
Sabendo que és puro desvelo
eu atenta discípula me quedo
com carinho espero
por teus sinais, até mais...
.
...//...
.
Teus ais pude daqui ouvir,
sobrinha querida,
e preciso dizer-te
que Ele de ti não se descuida.
E lembra-te...
.
O amor, quando já crescido,
Não pode ocioso ficar,
Nem o forte sem lutar,
Por amor de seu Querido.
Deus, de seu amor vencido,
Sempre o fará vencedor.
Que será ver-te, Senhor?
.
...//...
.
.
Há quanto tempo não vens
minha amiga e conselheira
Sem teus ventos e sopros
sinto a alma migrar
para longe d’Ele e de mim
Me abandonas assim
Só
Permites que eu solte
o espírito desbaratado
corisque de um mote a outro
como cavalo desenfreado
Às apalpadelas
vivo o desatino
destino do desamparo
ou porões, minha morada
Peço que novamente me indiques
-há tempos dela me perdi-
os caminhos da paciência
Vem, sinto tua falta
traze teus sugestivos versos
tuas dores e contentamentos
tuas agonias e o enlevo
tua elegância
És sempre bem-vinda
mesmo quando tumultuas
-e quantas vezes o fizeste-
minha já tumultuada mente,
meu desgovernado coração
Vem e o segredo virá
-pois bem sinto mora em ti–
fazendo-se inspiração revelada
E, se não for muito o pedir,
ao vires traze
os ares e o canto das aves de Ávila
para que eu pressinta
–e apenas pressentir já é alívio–
o despertar da beleza
Sabendo que és puro desvelo
eu atenta discípula me quedo
com carinho espero
por teus sinais, até mais...
.
...//...
.
Teus ais pude daqui ouvir,
sobrinha querida,
e preciso dizer-te
que Ele de ti não se descuida.
E lembra-te...
.
O amor, quando já crescido,
Não pode ocioso ficar,
Nem o forte sem lutar,
Por amor de seu Querido.
Deus, de seu amor vencido,
Sempre o fará vencedor.
Que será ver-te, Senhor?
.
...//...
.
Quinze de outubro é o dia dedicado a Santa Teresa de Ávila
de quem tomei uma estrofe do poema “A Santo André”
para compor esta troca de cartas.
Os trechos em itálico são de Santa Teresa.
_________________
.
É TAMBÉM NOSSO DIA
ABRAÇOS A TODOS OS PROFESSORES
Os trechos em itálico são de Santa Teresa.
_________________
.
É TAMBÉM NOSSO DIA
ABRAÇOS A TODOS OS PROFESSORES
.
quarta-feira, outubro 12, 2005
NO DIA DAS CRIANÇAS
HISTÓRIAS DO VELHO LENHADOR.-- Está na hora. Preciso dormir. É seu turno.
.
Desde há muito era acordado pela voz estridente da Coruja. Antes que o dia clareasse ela já estava batendo à janela.
Levantava-se, preparava o café, enquanto seu fiel escudeiro ia ver como estava o tempo lá fora.
Desde há muito era acordado pela voz estridente da Coruja. Antes que o dia clareasse ela já estava batendo à janela.
Levantava-se, preparava o café, enquanto seu fiel escudeiro ia ver como estava o tempo lá fora.
.
-- Hoje chove ou hoje faz sol... sempre acertava. Êta Cãozinho sensível! Perdigueiro dos bons.
-- Hoje chove ou hoje faz sol... sempre acertava. Êta Cãozinho sensível! Perdigueiro dos bons.
. .
No embornal, apenas uma côdea de pão e a garrafa térmica. Não levava machado nem serra, pois era um lenhador diferente da maioria. Apenas recolhia os galhos que as árvores deixavam pelo chão.
À porta, os pássaros já o esperavam e lá ia o grupo proseando alegremente em direção à floresta enquanto o sol nascia.
Sempre o primeiro a falar, lá vem o novidadeiro do Bem-te-vi.
No embornal, apenas uma côdea de pão e a garrafa térmica. Não levava machado nem serra, pois era um lenhador diferente da maioria. Apenas recolhia os galhos que as árvores deixavam pelo chão.
À porta, os pássaros já o esperavam e lá ia o grupo proseando alegremente em direção à floresta enquanto o sol nascia.
Sempre o primeiro a falar, lá vem o novidadeiro do Bem-te-vi.
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-- Sabe que durante a noite nasceu o nenê da Girafa?
-- E foi tudo bem?
-- Sim ele até já está brincando pela clareira.
-- Eu é que não dormi nada, disse o Pica-pau.
Uma gargalhada geral.
-- E por que não dormiu?
-- O Esquilo, aquele que mora no andar de baixo, roncou a noite inteira. Um ronco tão forte que fazia tremer toda a árvore. Até parecia terremoto.
Riram muito, pois diariamente ouviam a mesma reclamação.
-- Sabe que durante a noite nasceu o nenê da Girafa?
-- E foi tudo bem?
-- Sim ele até já está brincando pela clareira.
-- Eu é que não dormi nada, disse o Pica-pau.
Uma gargalhada geral.
-- E por que não dormiu?
-- O Esquilo, aquele que mora no andar de baixo, roncou a noite inteira. Um ronco tão forte que fazia tremer toda a árvore. Até parecia terremoto.
Riram muito, pois diariamente ouviam a mesma reclamação.
.A cabana era a última da aldeia antes da entrada da floresta. Rapidamente lá estavam e o velho lenhador ia dando os bons dias aos amigos que encontrava. Fazia a inspeção costumeira, no que era acompanhado pelo Grupo de Defesa da Floresta. Visitava doentes, resolvia alguns probleminhas. Hoje iria visitar o bebê girafa.
.
Sim, havia naquelas bandas uma ONG criada para resolver os problemas internos da comunidade, suprir necessidades, principalmente para impedir a entrada das malditas motos-serra. O Carvalho, morador mais antigo, na verdade criador daquela floresta, era o presidente. Profundo conhecedor das demandas da mata, um sábio, sempre ouvido por todos. O vice era o Leão, encarregado de negociar com os madeireiros que porventura ousassem por ali aparecer. Vinham derrubar árvores para depois vendê-las. Punham em risco a sobrevivência do lugar. Mas quando o Leão aparecia, corriam. E quem gostaria de ficar cara a cara com ele numa negociação? O primeiro secretário era o Elefante que tinha como tarefa principal organizar o transporte da água do rio em caso de incêndio. O fogo, muitas vezes criminoso, apavorava a comunidade. O velho lenhador, além de presidente de honra, era presidente do conselho e intérprete. Era o único humano com quem os animais e as plantas conversavam. Único humano a quem confiaram o segredo de seus idiomas. Tesoureiro não tinha lá. Não havia precisão, uma vez que tudo se resolvia através de trocas. Principalmente trocas de afetos.
Sim, havia naquelas bandas uma ONG criada para resolver os problemas internos da comunidade, suprir necessidades, principalmente para impedir a entrada das malditas motos-serra. O Carvalho, morador mais antigo, na verdade criador daquela floresta, era o presidente. Profundo conhecedor das demandas da mata, um sábio, sempre ouvido por todos. O vice era o Leão, encarregado de negociar com os madeireiros que porventura ousassem por ali aparecer. Vinham derrubar árvores para depois vendê-las. Punham em risco a sobrevivência do lugar. Mas quando o Leão aparecia, corriam. E quem gostaria de ficar cara a cara com ele numa negociação? O primeiro secretário era o Elefante que tinha como tarefa principal organizar o transporte da água do rio em caso de incêndio. O fogo, muitas vezes criminoso, apavorava a comunidade. O velho lenhador, além de presidente de honra, era presidente do conselho e intérprete. Era o único humano com quem os animais e as plantas conversavam. Único humano a quem confiaram o segredo de seus idiomas. Tesoureiro não tinha lá. Não havia precisão, uma vez que tudo se resolvia através de trocas. Principalmente trocas de afetos.
.
As árvores mais altas, os insetos e os pássaros faziam a vigia. Conseguiam detectar qualquer comboio que se aproximasse ou qualquer início de incêndio. E sempre que o perigo fosse iminente todos eram convocados pelas Maritacas, e passavam a formar um enorme mutirão de salvamento quer apagando o fogo quer impedindo que gente malvada, interessada em destruir a floresta, pudesse ali entrar.
Viviam felizes, em harmonia. Cuidavam-se uns dos outros e do lar que era de todos. E davam exemplo para o mundo.
Tanto que o velho lenhador já está arrumando as malas. Pela primeira vez sairá de sua aldeia, de sua floresta. Vai viajar para a Europa, imaginem, acabou de ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
.
As Histórias do Velho Lenhador sempre as dedico aos netos e hoje não poderia ser diferente, meus” bunitinhos”... rs.
As árvores mais altas, os insetos e os pássaros faziam a vigia. Conseguiam detectar qualquer comboio que se aproximasse ou qualquer início de incêndio. E sempre que o perigo fosse iminente todos eram convocados pelas Maritacas, e passavam a formar um enorme mutirão de salvamento quer apagando o fogo quer impedindo que gente malvada, interessada em destruir a floresta, pudesse ali entrar.
Viviam felizes, em harmonia. Cuidavam-se uns dos outros e do lar que era de todos. E davam exemplo para o mundo.
Tanto que o velho lenhador já está arrumando as malas. Pela primeira vez sairá de sua aldeia, de sua floresta. Vai viajar para a Europa, imaginem, acabou de ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
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As Histórias do Velho Lenhador sempre as dedico aos netos e hoje não poderia ser diferente, meus” bunitinhos”... rs.
Expandindo a dedicatória, ela vai também para a Vida, para as crianças, para os bem jovens e para os nem tão jovens assim, todos os que me aceitam como avó... rs.
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No dia das crianças... beijos, carinho, Galera!
No dia das crianças... beijos, carinho, Galera!
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domingo, outubro 09, 2005
REVOLUÇÃO
Quero outra vida p’ra mim
Uma que não dependa de planos
Que não me consuma as horas
Em lidas sem direção ou efeitos
.
Quero livre a mente
Pensamento leviano
A alma solta no espaço
Forjados na imprudência
Passos a me afastarem
De tudo o que seja supérfluo
Me devolvendo o olhar
De auto-libertação
E que ainda de quebra me ensinem
A arte de restaurar corações
.
Quero o frescor, quero a alegria
Que nascem num largo sorriso
Das crianças em folguedos
Dos namorados nas praças
Em bitoquinhas e juras
Dos aposentados e seus tênis
Sarados na ronda do bairro
Quero as cores e a melodia
Que vicejam nas feiras-livres
Minha gente se lambuzando
Nos sabores das frutas maduras
.
Quero pisar as ruelas
De mãos dadas com as calçadas
Deixar que elas me ponham
Em marcha, em bailado de corpo
Rodando na ventania
Transformada inspiração
Hino venta leve
Leva alento
Às horas de sombra ou de sol
Ou de chuva ou de fome ou de sede
.
Esta é a vida que quero p’ra mim.
Aquela que vem com o amor.
Só ele é capaz de trazer
Em cada pegada a surpresa:
Serventia p’ro meu canto,
Destino ao meu caminhar.
.
(dedico à maria-menina, agradecendo pelo toque)
.
Uma que não dependa de planos
Que não me consuma as horas
Em lidas sem direção ou efeitos
.
Quero livre a mente
Pensamento leviano
A alma solta no espaço
Forjados na imprudência
Passos a me afastarem
De tudo o que seja supérfluo
Me devolvendo o olhar
De auto-libertação
E que ainda de quebra me ensinem
A arte de restaurar corações
.
Quero o frescor, quero a alegria
Que nascem num largo sorriso
Das crianças em folguedos
Dos namorados nas praças
Em bitoquinhas e juras
Dos aposentados e seus tênis
Sarados na ronda do bairro
Quero as cores e a melodia
Que vicejam nas feiras-livres
Minha gente se lambuzando
Nos sabores das frutas maduras
.
Quero pisar as ruelas
De mãos dadas com as calçadas
Deixar que elas me ponham
Em marcha, em bailado de corpo
Rodando na ventania
Transformada inspiração
Hino venta leve
Leva alento
Às horas de sombra ou de sol
Ou de chuva ou de fome ou de sede
.
Esta é a vida que quero p’ra mim.
Aquela que vem com o amor.
Só ele é capaz de trazer
Em cada pegada a surpresa:
Serventia p’ro meu canto,
Destino ao meu caminhar.
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(dedico à maria-menina, agradecendo pelo toque)
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quinta-feira, outubro 06, 2005
pessoal, subordinado e oblíquo
se sonho
se assumo
se assanho
se deito
se durmo
se sonho
se sofro
.
se ando só
se desconjuro
se te conjugo
se me irrito
se salto atrás
se solto a dor
se faço verso
.
se minha rima não se realiza
se essa birra você não esquece
.
é uma pena
é desperdício
é um suplício
é uma chatice
é teimosia
é solidão
.
(para um birrento)
.
se assumo
se assanho
se deito
se durmo
se sonho
se sofro
.
se ando só
se desconjuro
se te conjugo
se me irrito
se salto atrás
se solto a dor
se faço verso
.
se minha rima não se realiza
se essa birra você não esquece
.
é uma pena
é desperdício
é um suplício
é uma chatice
é teimosia
é solidão
.
(para um birrento)
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terça-feira, outubro 04, 2005
ZAPPING
enquanto isso, tião e coleguinhas, nas rodas, nos bares, jogam conversa fora, riem, mostrando como é leve e faceira a vida no campo...
.
duas crianças engolem ovo cru e aprendem que para vencer na vida basta querer, ralar, engolir... e quem não tem nem o ovo?
.
enquanto isso o menino me pede uns trocados para a cola...
.
hora de dizer sim ou não?
.
enquanto isso rodam-se as cadeiras dos Ps... aceita-se a melhor oferta... o que quer dizer o P?
.
investiga-se o investigado que para fugir à investigação põe-se a investigar...
.
o novo Bolívar me diz que a melhor defesa é o ataque...
.
minha cidade descobre uma nova arquitetura para combater a pobreza... constrói rampas anti-mendigo...
.
um senador embotocado, cabelo tingido, ajeita o beicinho e me manda um beijinho...
.
enquanto isso, ouço: imagina se todo mundo resolve fazer greve de fome nesse país?
.
e me obriga a imaginar também: imagina se todos os que já fazem greve de fome resolvem comer?
.
enquanto isso, se a sardinha falta, cada um que puxe a água para a sua latinha...
.
enquanto isso, um novo francisco, defendendo o velho francisco, no dia do pobre francisco...
.
(Dedicado ao Bispo Luiz Flávio, meu frei querido... em oração, esperando que tu sejas ao menos respeitado pelo sr. presidente)
.
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duas crianças engolem ovo cru e aprendem que para vencer na vida basta querer, ralar, engolir... e quem não tem nem o ovo?
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enquanto isso o menino me pede uns trocados para a cola...
.
hora de dizer sim ou não?
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enquanto isso rodam-se as cadeiras dos Ps... aceita-se a melhor oferta... o que quer dizer o P?
.
investiga-se o investigado que para fugir à investigação põe-se a investigar...
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o novo Bolívar me diz que a melhor defesa é o ataque...
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minha cidade descobre uma nova arquitetura para combater a pobreza... constrói rampas anti-mendigo...
.
um senador embotocado, cabelo tingido, ajeita o beicinho e me manda um beijinho...
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enquanto isso, ouço: imagina se todo mundo resolve fazer greve de fome nesse país?
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e me obriga a imaginar também: imagina se todos os que já fazem greve de fome resolvem comer?
.
enquanto isso, se a sardinha falta, cada um que puxe a água para a sua latinha...
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enquanto isso, um novo francisco, defendendo o velho francisco, no dia do pobre francisco...
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(Dedicado ao Bispo Luiz Flávio, meu frei querido... em oração, esperando que tu sejas ao menos respeitado pelo sr. presidente)
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sábado, outubro 01, 2005
Teresinha, Teresinha, Teresinha!
É quase orar com o olhar
O coração se acalma
Traz consolo para alma
Ver Teresinha no altar
.
É quase céu de doçura
Esta forma de oração
Na foto, a devoção
Teresinha é só ternura
.
É quase todo o carinho
E Jesus sabe que é hora
Faz com que eu encontre agora
Teresinha em meu caminho
O coração se acalma
Traz consolo para alma
Ver Teresinha no altar
.
É quase céu de doçura
Esta forma de oração
Na foto, a devoção
Teresinha é só ternura
.
É quase todo o carinho
E Jesus sabe que é hora
Faz com que eu encontre agora
Teresinha em meu caminho
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Santa Teresinha, rogai por nós!
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1º de outubro - dia de Santa Teresinha do Menino Jesus
Deixo aqui um de seus pensamentos:
"Para mim a oração é um simples impulso do coração, um simples olhar que se lança para o céu".
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Quem quiser ver fotos da santa das rosas, clique aqui:
http://images.google.com.br/images?q=santa+teresinha&hl=pt-BR&btnG=Pesquisar+imagens.
http://images.google.com.br/images?q=santa+teresinha&hl=pt-BR&btnG=Pesquisar+imagens.
E quem quiser saber mais sobre ela:
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